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quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Biblioteca pessoal: O vale dos cinco leões

O Vale dos cinco leões - Ken Follett


Pois é, no momento em que o Ken Follett publica o tão aguardado (pelo menos por mim) segundo volume da trilogia "O Século", decidi pegar neste livro dele. Neste caso o livro não é de empréstimo da biblioteca da minha zona de residência como muitos dos que leio. Este pertence ao pai que já o tinha lido. 
É um livro muito bem conseguido, com uma história interessante em termos políticos e o modo como os locais são descritos facilitam o nosso "transporte" para lá. É um livro muito bom!

A verdade é que este autor é um excelente escritor, de quem tenho adorado os livros. Pois que comecei a ler as suas obras precisamente pelos "Pilares da Terra", um livro sobejamente falado mas que eu não percebia o porquê. Então, numa das minhas incursões à biblioteca decidi trazê-lo... E foi amor às primeiras páginas! Ainda hoje são dos meus livros favoritos (pois que recomendo lerem logo os dois volumes porque se não fica sem graça :P), aqueles que recomendo a quem me diz gostar de ler, gostar de história e gostar de gente humana, pois assim são os livros deste autor - Uma visão realista, mas nada simplista do Homem.

Kiss***

sábado, 15 de setembro de 2012

A propósito das manifestações desta tarde


Hoje, 15 de Setembro, não poderei estar presente nas manifestações que acontecem por todo o país mas, não deixo de concordar com os princípios das mesmas nem com as reivindicações que muitos hoje irão apresentar pelas ruas do nosso país.

Deixo uma pequena contribuição, expondo assim o pensamento de muitos, nas palavras brilhantes de alguém que, pelos seus 82 anos de idade, muito pouco tem a perder, pelo contrário, acredita que lutando por nós cidadãos, está a lutar com a arma que tão bem sabe manejar, pelo renascer de PORTUGAL!

CARTA ABERTA AO PRIMEIRO-MINISTRO DE PORTUGAL


Exmo. Senhor Primeiro Ministro

Hesitei muito em dirigir-lhe estas palavras, que mais não dão do que uma pálida ideia da onda de indignação que varre o país, de norte a sul, e de leste a oeste. Além do mais, não é meu costume nem vocação escrever coisas de cariz político, mais me inclinando para o pelouro cultural. Mas há momentos em que, mesmo que não vamos nós ao encontro da política, vem ela, irresistivelmente, ao nosso encontro. E, então, não há que fugir-lhe.

Para ser inteiramente franco, escrevo-lhe, não tanto por acreditar que vá ter em V. Exa. qualquer efeito – todo o vosso comportamento, neste primeiro ano de governo, traindo, inescrupulosamente, todas as promessas feitas em campanha eleitoral, não convida à esperança numa reviravolta! – mas, antes, para ficar de bem com a minha consciência. Tenho 82 anos e pouco me restará de vida, o que significa que, a mim, já pouco mal poderá infligir V. Exa. e o algum que me inflija será sempre de curta duração. É aquilo a que costumo chamar “as vantagens do túmulo” ou, se preferir, a coragem que dá a proximidade do túmulo. Tanto o que me dê como o que me tire será sempre de curta duração. Não será, pois, de mim que falo, mesmo quando use, na frase, o “odioso eu”, a que aludia Pascal.

Mas tenho, como disse, 82 anos e, portanto, uma alongada e bem vivida experiência da velhice – da minha e da dos meus amigos e familiares. A velhice é um pouco – ou é muito – a experiência de uma contínua e ininterrupta perda de poderes. “Desistir é a derradeira tragédia”, disse um escritor pouco conhecido. Desistir é aquilo que vão fazendo, sem cessar, os que envelhecem. Desistir, palavra horrível. Estamos no verão, no momento em que escrevo isto, e acorrem-me as palavras tremendas de um grande poeta inglês do século XX (Eliot): “Um velho, num mês de secura”... A velhice, encarquilhando-se, no meio da desolação e da secura. É para isto que servem os poetas: para encontrarem, em poucas palavras, a medalha eficaz e definitiva para uma situação, uma visão, uma emoção ou uma ideia.

A velhice, Senhor Primeiro Ministro, é, com as dores que arrasta – as físicas, as emotivas e as morais – um período bem difícil de atravessar. Já alguém a definiu como o departamento dos doentes externos do Purgatório. E uma grande contista da Nova Zelândia, que dava pelo nome de Katherine Mansfield, com a afinada sensibilidade e sabedoria da vida, de que V. Exa. e o seu governo parecem ter défice, observou, num dos contos singulares do seu belíssimo livro intitulado “The Garden Party”: “O velho Sr. Neave achava-se demasiado velho para a primavera.” Ser velho é também isto: acharmos que a primavera já não é para nós, que não temos direito a ela, que estamos a mais, dentro dela... Já foi nossa, já, de certo modo, nos definiu. Hoje, não. Hoje, sentimos que já não interessamos, que, até, incomodamos.

Todo o discurso político de V. Exas., os do governo, todas as vossas decisões apontam na mesma direcção: mandar-nos para o cimo da montanha, embrulhados em metade de uma velha manta, à espera de que o urso lendário (ou o frio) venha tomar conta de nós. Cortam-nos tudo, o conforto, o direito de nos sentirmos, não digo amados (seria muito), mas, de algum modo,utilizáveis: sempre temos umas pitadas de sabedoria caseira a propiciar aos mais estouvados e impulsivos da nova casta que nos assola. Mas não. Pessoas, como eu, estiveram, até depois dos 65 anos, sem gastar um tostão ao Estado, com a sua saúde ou com a falta dela. Sempre, no entanto, descontando uma fatia pesada do seu salário, para uma ADSE, que talvez nos fosse útil, num período de necessidade, que se foi desejando longínquo.

Chegado, já sobre o tarde, o momento de alguma necessidade, tudo nos é retirado, sem uma atenção, pequena que fosse, ao contrato anteriormente firmado. É quando mais necessitamos, para lutar contra a doença, contra a dor e contra o isolamento gradativamente crescente, que nos constituímos em alvo favorito do tiroteio fiscal: subsídios (que não passavam de uma forma de disfarçar a incompetência salarial), comparticipações nos custos da saúde, actualizações salariais – tudo pela borda fora. Incluindo, também, esse papel embaraçoso que é a Constituição, particularmente odiada por estes novos fundibulários. O que é preciso é salvar os ricos, os bancos, que andaram a brincar à Dona Branca com o nosso dinheiro e as empresas de tubarões, que enriquecem sem arriscar um cabelo, em simbiose sinistra com um Estado que dá o que não é dele e paga o que diz não ter,para que eles enriqueçam mais, passando a fruir o que também não é deles, porque até é nosso.

Já alguém, aludindo à mesma falta de sensibilidade de que V. Exa. dá provas, em relação à velhice e aos seus poderes decrescentes e mal apoiados, sugeriu, com humor ferino, que se atirassem os velhos e os reformados para asilos desguarnecidos , situados, de preferência, em andares altos de prédios muito altos: de um 14.º andar, explicava, a desolação que se contempla até passa por paisagem. V. Exa. e os do seu governo exibem uma sensibilidade muito, mas mesmo muito, neste gosto. V. Exas. transformam a velhice num crime punível pela medida grande. As políticas radicais de V. Exa. e do seu robótico Ministro das Finanças - sim, porque a Troika informou que as políticas são vossas e não deles... – têm levado a isto: a uma total anestesia das antenas sociais ou simplesmente humanas, que caracterizam aqueles grandes políticos e estadistas que a História não confina a míseras notas de pé de página.

Falei da velhice porque é o pelouro que, de momento, tenho mais à mão. Mas o sofrimento devastador, que o fundamentalismo ideológico de V. Exa. está desencadear pelo país fora, afecta muito mais do que a fatia dos velhos e reformados. Jovens sem emprego e sem futuro à vista, homens e mulheres de todas as idades e de todos os caminhos da vida – tudo é queimado no altar ideológico onde arde a chama de um dogma cego à fria realidade dos factos e dos resultados. Dizia Joan Ruddock não acreditar que radicalismo e bom senso fossem incompatíveis. V. Exa. e o seu governo provam que o são: não há forma de conviverem pacificamente. Nisto, estou muito de acordo com a sensatez do antigo ministro conservador inglês, Francis Pym, que teve a ousadia de avisar a Primeira Ministra Margaret Thatcher (uma expoente do extremismo neoliberal), nestes termos: “Extremismo e conservantismo são termos contraditórios”. Pym pagou, é claro, a factura: se a memória me não engana, foi o primeiro membro do primeiro governo de Thatcher a ser despedido, sem apelo nem agravo. A “conservadora” Margaret Thatcher – como o “conservador” Passos Coelho – quis misturar água com azeite, isto é, conservantismo e extremismo. Claro que não dá.

Alguém observava que os americanos ficavam muito admirados quando se sabiam odiados. É possível que, no governo e no partido a que V. Exa. preside, a maior parte dos seus constituintes não se aperceba bem (ou, apercebendo-se, não compreenda), de que lavra, no país, um grande incêndio de ressentimento e ódio. Darei a V. Exa. – e com isto termino – uma pista para um bom entendimento do que se está a passar. Atribuíram-se ao Papa Gregório VII estas palavras:”Eu amei a justiça e odiei a iniquidade: por isso, morro no exílio.”Uma grande parte da população portuguesa, hoje, sente-se exilada no seu próprio país, pelo delito de pedir mais justiça e mais equidade. Tanto uma como outra se fazem, cada dia, mais invisíveis. Há nisto, é claro, um perigo.

De V. Exa., atentamente,
Eugénio Lisboa

domingo, 9 de setembro de 2012

Biblioteca Pessoal: leitura de férias

oi, I'm back!

Não tenho escrito nada ultimamente, ando sem apetite e uma vez que este blog é para quando me apetece escrever, o mesmo tem estado parado.

Mas hoje venho dar conta das leituras que tenho feito nos últimos tempos, que abrangeram o período de férias! Foram poucas porque aproveito também o tempo para o dedicar à minha familia e ao namorado, para além de que ler ao pé do meu sobrinho é impossivel... quer a todo o custo pegar nos meus livros mas o problema é que ele tem 10 meses! Imaginam o resultado final se ele lhes meter as mãe certo? :P

O primeiro livro que li foi:

O Elo de Alexandria - Steve Berry

Já tinha lido alguns livros deste autor (o melhor é sem duvida a Profecia Romanov) e estava curiosa quanto a este livro.
No geral é um livro interessante, que explora muito bem diversos aspectos históricos e mitológicos, misturados sempre com muita acção para apimentar o enredo.
Não é o melhor deste autor, talvez por ter gostado tanto de um outro que já li a alguns anos atrás mas que continua presente na minha memória. 
Mas gostei e recomendo a quem, como eu, gosta de história e dos mistérios que esta ainda hoje encerra.

Depois comecei um livro num registo completamente diferente:

Sopro do Mal - Donato Carrisi


Nas minhas leituras gosto de variar de géneros e, normalmente, não leio dois livros semelhantes de seguida. Assim, nada melhor para quebrar a vertente histórica que pegar num policial. Este livro é fascinante, adorei a construção das personagens que envolvem uma complexidade enorme, achei os diferentes cenários onde vai decorrendo a acção super completos e a história... bem a história é de tal maneira bem construída que nos prende até à ultima página! Tinha tanta ânsia de perceber tudo que enquanto não o acabei não descansei, e acreditem, não foi fácil encontrar tempo para pegar nele!
Para quem gosta de policiais, de sérias do tipo mentes criminosas (mas ainda melhor), não deixe de ler este livro! 
Não conhecia o autor, nunca tinha ouvido falar do livro em particular, peguei nele porque precisava de mais um para trazer nas férias e foi uma APOSTA GANHA!

Adorei!

De seguida voltei ao registo histórico mas num diferente contexto do Elo e também referente a uma época mais recente historicamente:

A Aia da Rainha - Barbara Kyle

Eu adoro a história da realeza britânica em especial a época dos Tudor e, dentro destes, a de Henrique VIII. É no reinado deste que se desenrola toda a acção deste livro. o tempo espacial é muito curto, iniciando-se pouco antes da entrada de Ana Bolena na corte e terminando já na fase da morte de Catarina de Aragão. Já li vários livros sobre esta temática mas ainda nenhum tinha dado o relevo que sir Thomas More teve naquela altura. E, neste caso, gostei da interpretação que a autora deu a várias personagens, em especial Thomas More e a Cromwell. É um romance e, como tal, a história acaba bem para o casal principal deste enredo, mas outra coisa não seria de esperar certo?
Gostei. 
Os próprios escritores têm aproveitado esta maré de interesse por romances históricos, pela vida de vários reis e rainhas e escrito sobre o assunto. Acho que é uma boa maré, pelo menos há muito pano para mangas, como se costuma dizer :P



  • Bem, espero que estas pequenas dicas sobre livros vos cativem para ir saber mais, para descobrir novos interesses, novos autores sem que as suas histórias fiquem aqui reveladas (pelo menos é o que tento fazer com estes pequenos textos!)


terça-feira, 14 de agosto de 2012

Biblioteca Pessoal: Dei-te o melhor de mim

Dei-te o Melhor de Mim - Nicholas Sparks

"Dei-te o melhor de mim - dissera-lhe ele certa vez e, a cada batida do coração do filho, Amanda sabia que Dawson tinha feito exactamente isso"


Acabei de ler este livro do Nicholas Sparks, um dos poucos que ainda não tinha lido. A verdade é que acabei o No Seu Mundo numa hora de almoço e não tinha trazido mais nenhum comigo. Quando cheguei a casa do pai para almoçar decidi ir procurar na estante algum dele que ainda não tivesse lido e acabei por escolher este (a escolha também não é muito variada). 
É um livro leve, muito ao estilo Nicholas Sparks, com muito romance e que se lê bastante rápido :P É um livro que nos ajuda a descontrair depois de um dia de trabalho ou nas horas de almoço como é o meu caso! 
Gostei da história, não é um grande livro mas é um bom livro para quem gosta de histórias que se desenrolam bastante rápido, para quem gosta da fluidez da leitura e que não envolve pensar muito, é ir ao sabor do livro e quando damos por nós está terminado, sem grandes agitações nem constrangimentos, tal como o mar em dias calmos.

Kiss***

O produto do momento!

No fim-de-semana que passou aproveitei para ir comprar um oleo que me estava a fazer falta. Após ler muito sobre os produtos do Boticário, decidi experimentar... Nem sabia o que estava a perder!

E o culpado da desgraça é este menino aqui:


Primeiro que tudo tem um cheiro que dá vontade de comer! Em segundo lugar aguenta um dia inteiro na pele sempre a deixar escapar a sua fragrância que é óptima (já tinha dito isto? :P) E, em terceiro lugar, do pouco que já usei deixa a pele super hidratada, mesmo o que estava a precisar pois sou muito preguiçosa e vou deixando a minha pele chegar a um estado lastimoso... Como aliás com tudo, Shame on me, sou super descuidada! Espero é que dure bastante tempo porque as finanças andam bem apertadas por estes lados 
:-P

Kiss***

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Biblioteca Pessoal: Danças na Floresta

Danças na Floresta - Juliet Marillier

Este é uma daqueles livros que, à primeira vista, nos parece um livro de fantasia mas que, com o desenrolar da história nos transporta para uma cultura completamente diferente da nossa, pois desenrola-se na Europa de Leste onde as florestas são tão temidas como veneradas, onde os Invernos duram vários meses o que deixa espaço para que a imaginação possa voar no compasso das longas noites... 
Esta história lembra-nos ainda o conto de fadas das doze princesas bailarinas...
No meio deste enredo a autora ainda encontra espaço para criança personagens bem desenvolvidas e caracterizadas, cada uma com a sua individualidade o que nos permite gostar da obra passar uns belos momentos com ela por perto!

Kiss***

Sexta feira 13... para quem?

Hoje é sexta feira 13. Para mim nunca considerei este dia um dia de azar. Não sou supersticiosa, passo por estes dias como por todos os outros. Tenho os meus dias maus mas, por incrível que pareça são nos chamados meses "bons", em dias supostamente "positivos" e que nada devem a superstições apenas a azares de vida e que eu já tive alguns nesta curta existência. Já sei o que é perder pessoas muito importantes, já sei o que é viver com muito pouco, já sei o que é lutar muito por alcançar pequenos objectivos que noutros parecem que surgem de mão beijada mas a nada ficam a deverem a azares - é a vida, apenas isso!

É engraçado, mas para o namorado ontem é que foi dia de azar pois o carro avariou e quando o senhor da oficina o chamou lá tinha uma grande noticia para ele: o arranjo do carro fica por uma módica quantia de mais de 1500 euros! F*d*-s*! Soube muito mal...

Como vêem os dias de azar vão atrás das pessoas e não são estáticos...

Kiss***